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Simulador de Financiamento

Compare Tabela Price e SAC lado a lado, com a mesma taxa e o mesmo prazo, e veja qual sistema custa menos juros no total.

Grátis, sem cadastro · Atualizado em

Ferramenta de cálculo

Preço total do imóvel ou do veículo.

Recursos próprios + FGTS. Bancos costumam exigir no mínimo 20%.

Use a taxa nominal da proposta. O CET será um pouco maior.

Simulação apenas dos juros. Não inclui seguros MIP e DFI, taxa de administração mensal, tarifa de avaliação, ITBI, registro nem correção monetária (TR ou IPCA).

Como funciona o sistema Price

Na Tabela Price — também chamada de sistema francês de amortização — a parcela é fixa do primeiro ao último mês. O que muda é a composição interna dela: no começo, a maior parte é juros e uma fatia pequena amortiza a dívida; com o tempo essa proporção se inverte.

A consequência prática pega muita gente de surpresa. Num financiamento imobiliário de 30 anos, depois de cinco anos pagando em dia, o saldo devedor caiu talvez 10%. Isso não é erro do banco: é o desenho do sistema. A parcela fixa exige que os juros do saldo alto do início sejam pagos primeiro.

Como funciona o sistema SAC

No SAC (Sistema de Amortização Constante), quem é fixa é a amortização: o valor financiado dividido pelo número de parcelas. Os juros são calculados sobre o saldo devedor daquele mês, e como o saldo cai de forma linear, os juros caem junto. Resultado: a parcela começa alta e diminui todo mês.

Num contrato de 30 anos, a última parcela do SAC costuma ser menos da metade da primeira. Em compensação, a primeira parcela é tipicamente 25% a 35% maior que a da Price — e é ela que o banco usa para checar se você cabe no limite de comprometimento de renda.

Price × SAC: qual paga menos juros

Mantidos a mesma taxa e o mesmo prazo, o SAC paga menos juros no total. A razão é aritmética, não comercial: como o saldo devedor cai mais rápido, os juros incidem sobre uma base menor a cada mês. Em contratos longos, a diferença chega facilmente a dezenas de milhares de reais.

A comparação acima mostra isso com os seus números. Só vale a ressalva: comparar Price e SAC com prazos diferentes não faz sentido. Se você alonga o prazo do SAC para igualar a parcela da Price, a vantagem em juros encolhe bastante. O artigo Tabela Price ou SAC: qual custa menos detalha essa diferença de mais de R$ 170 mil e por que o banco quase sempre oferece a Price.

Quando cada sistema faz mais sentido

Price funciona melhor para quem tem orçamento apertado hoje mas expectativa de renda estável, para quem valoriza previsibilidade (a parcela nominal nunca muda) e para contratos curtos, em que a diferença de juros é pequena.

SAC é melhor para quem consegue absorver a parcela inicial mais alta, para quem pretende quitar ou amortizar antecipadamente (o saldo devedor cai mais rápido, então o valor para quitar é menor a qualquer momento) e para prazos longos.

Existe ainda o SACRE, um híbrido usado por alguns bancos, em que a parcela é recalculada periodicamente. Ele começa parecido com o SAC e converge para um comportamento intermediário.

O que a simulação não inclui

Esta ferramenta calcula apenas o efeito dos juros. Num financiamento imobiliário real, ainda entram na parcela:

  • MIP (seguro de morte e invalidez permanente) — varia com a idade do comprador e pode pesar bastante depois dos 50 anos;
  • DFI (seguro de danos físicos ao imóvel) — proporcional ao valor de avaliação;
  • Taxa de administração mensal — em geral entre R$ 25 e R$ 30;
  • Correção monetária — contratos indexados à TR ou ao IPCA têm o saldo devedor corrigido, o que altera todas as parcelas futuras.

Some tudo isso e você chega ao CET, o Custo Efetivo Total. É o único número que permite comparar propostas de bancos diferentes de forma honesta — a taxa de juros isolada não permite.

Amortizar prazo ou parcela?

Sempre que sobrar dinheiro, amortizar antecipadamente é uma das melhores decisões financeiras disponíveis: você "rende" exatamente a taxa do seu financiamento, sem risco e sem imposto. A escolha entre reduzir prazo ou reduzir parcela depende do objetivo.

Reduzir o prazo economiza mais juros, porque corta as parcelas do fim do contrato. Reduzir a parcela melhora o fluxo de caixa imediato. Se o objetivo é pagar menos no total, prazo; se é aliviar o orçamento agora, parcela. O banco é obrigado a oferecer as duas opções.

Exemplo prático

Um imóvel de R$ 300 mil com R$ 60 mil de entrada, financiando R$ 240 mil a 10,5% ao ano em 30 anos:

  • Price: parcela de aproximadamente R$ 2.150, fixa, e algo em torno de R$ 534 mil de juros ao longo do contrato.
  • SAC: primeira parcela de cerca de R$ 2.673, última perto de R$ 672, com aproximadamente R$ 361 mil de juros.

A diferença passa de R$ 170 mil — mais da metade do valor do imóvel. Vale rodar a simulação com os números da sua proposta antes de assinar qualquer coisa.

Antes de assinar: peça o CET por escrito, confira se a correção é por TR ou IPCA e simule também um prazo menor. Reduzir o contrato de 30 para 20 anos costuma aumentar pouco a parcela e cortar muito o total de juros.

Perguntas frequentes

Por que o banco quase sempre oferece a Tabela Price?

Porque a parcela inicial é menor, o que aumenta a chance de aprovação na análise de renda — o comprometimento máximo costuma ser 30% da renda. Como efeito colateral, a amortização é mais lenta no começo e o total de juros pago ao longo do contrato é maior que no SAC.

O SAC tem parcela inicial maior. Ainda assim compensa?

Na maioria dos financiamentos longos, sim. No SAC a amortização é constante, o saldo devedor cai mais rápido e os juros incidem sobre um saldo menor a cada mês. Você paga mais no início e bem menos no fim — e, no total, costuma pagar menos juros. A questão é se o orçamento suporta a parcela inicial.

O que é o CET e por que ele é maior que a taxa anunciada?

O Custo Efetivo Total inclui tudo: taxa de juros, seguros obrigatórios (MIP e DFI), taxa de administração, tarifa de avaliação do imóvel e demais encargos. É o único número comparável entre bancos, e informá-lo é obrigatório desde a Resolução CMN 3.517. Esta simulação calcula apenas os juros — o CET real será maior.

Posso usar o FGTS para amortizar o financiamento?

Sim, em financiamentos imobiliários dentro do SFH, a cada 2 anos, desde que atendidos os requisitos (imóvel residencial urbano, valor dentro do teto do SFH, sem outro financiamento ativo). O saldo pode abater o saldo devedor ou reduzir até 80% do valor das parcelas por 12 meses.

A simulação vai bater com a do banco?

Parcialmente. A estrutura de amortização é a mesma, mas o banco soma seguros MIP e DFI (que variam com idade e valor do imóvel) e a taxa de administração mensal a cada parcela. Espere que a parcela real fique de 5% a 15% acima do valor calculado aqui.

Amortizar reduzindo o prazo ou reduzindo a parcela?

Reduzir o prazo economiza mais juros, porque elimina as parcelas do fim do contrato — as que mais custam em juros acumulados. Reduzir a parcela alivia o orçamento no curto prazo. Se o objetivo é pagar menos no total, prazo; se é respirar agora, parcela.