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Calculadora de Juros Compostos

Simule o crescimento do seu dinheiro com aportes mensais e veja, ano a ano, quanto do total veio do seu bolso e quanto veio dos juros.

Grátis, sem cadastro · Atualizado em

Ferramenta de cálculo

Use 0 se estiver começando do zero.

O depósito é considerado no fim de cada mês.

Como referência: a poupança rende cerca de 0,5% ao mês e o CDI, historicamente, entre 0,8% e 1,1%.

Simulação com taxa constante e rendimento bruto. Não considera imposto de renda, taxa de administração, inflação nem oscilação de mercado.

O que são juros compostos

Juros compostos são juros que rendem juros. No primeiro mês, o rendimento incide sobre o valor aplicado. No segundo, incide sobre o valor aplicado somado ao rendimento do primeiro mês. A base cresce sozinha, e é essa realimentação que transforma uma taxa modesta num resultado grande — desde que haja tempo.

A frase batida sobre a "oitava maravilha do mundo" esconde a parte importante: os juros compostos são lentos. Nos primeiros anos, o gráfico parece uma reta e a diferença para os juros simples é quase imperceptível. A curva só se abre depois — e é justamente por isso que quase todo mundo desiste antes da parte boa.

A fórmula (e o que cada letra significa)

Para um capital único, sem aportes: M = C × (1 + i)^n, onde M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa por período (em decimal: 1% = 0,01) e n o número de períodos.

Com aportes mensais entra um segundo termo, a fórmula de valor futuro de uma série: M = C × (1+i)^n + A × [((1+i)^n − 1) ÷ i], em que A é o aporte mensal. É essa a equação que a calculadora acima resolve, mês a mês, para conseguir montar a tabela de evolução.

O erro mais caro: misturar a unidade da taxa com a do prazo. Taxa mensal exige prazo em meses; taxa anual, prazo em anos. E converter taxa anual para mensal não é dividir por 12 — a conta certa é (1 + i_ano)^(1/12) − 1.

Juros simples × juros compostos: a diferença na prática

Com R$ 10.000 a 1% ao mês durante 10 anos: nos juros simples o rendimento é sempre R$ 100 por mês, totalizando R$ 12.000 de juros — montante final de R$ 22.000. Nos juros compostos, o mesmo cenário chega a cerca de R$ 33.000. A diferença de R$ 11 mil não veio de uma taxa melhor: veio de deixar o rendimento trabalhar em vez de sacá-lo.

O peso do aporte mensal

Quem está começando costuma superestimar a taxa e subestimar o aporte. Nos primeiros cinco a sete anos, o valor depositado responde pela maior parte do saldo — perseguir 1,2% ao mês em vez de 0,9% muda menos o resultado do que aumentar o aporte em R$ 200. Depois de 15 ou 20 anos, a relação se inverte: o rendimento sobre o acumulado passa a superar tudo o que você deposita no ano.

A tabela de evolução da calculadora torna esse ponto visível. Procure o ano em que a coluna "juros acumulados" ultrapassa a coluna "depositado": é o momento em que o dinheiro passa a trabalhar mais do que você. O artigo quanto rende R$ 1.000 por mês em 5, 10 e 20 anos mostra esse ponto de virada com números redondos e diferentes taxas.

Rentabilidade real: descontando a inflação

Render 10% ao ano num país com 5% de inflação significa ganhar aproximadamente 4,8% de poder de compra — e não 5%. A fórmula exata é (1 + nominal) ÷ (1 + inflação) − 1. Simulações longas em valores nominais produzem números que impressionam e enganam: R$ 1 milhão daqui a 30 anos não compra o que R$ 1 milhão compra hoje.

Um jeito prático de contornar isso é simular com a taxa real. Se você espera 10% nominais e 4% de inflação, use cerca de 5,8% ao ano na calculadora: o resultado sai em poder de compra de hoje, que é o número com o qual dá para tomar decisão.

Imposto de renda sobre os rendimentos

Em aplicações de renda fixa tributadas, o IR incide apenas sobre os juros, nunca sobre o capital, e cai conforme o tempo de permanência:

Tabela regressiva do imposto de renda em renda fixa
Prazo da aplicaçãoAlíquota sobre os juros
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20,0%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

LCI, LCA, CRI, CRA, debêntures incentivadas e a poupança são isentas de IR para pessoa física — por isso um LCI de 90% do CDI pode render mais, no líquido, do que um CDB de 100%.

Exemplo prático

Marina tem R$ 5.000 guardados e consegue aportar R$ 800 por mês a 0,9% ao mês durante 15 anos. Ao final: cerca de R$ 320 mil acumulados, sendo R$ 149 mil depositados por ela e cerca de R$ 171 mil de juros. Foi por volta do ano 11 que os juros passaram a superar os aportes — e é dali em diante que o resultado dispara.

Aviso: esta página é educativa e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, e nenhuma aplicação entrega uma taxa fixa e constante por décadas.

Perguntas frequentes

Devo usar a taxa mensal ou a anual?

Use a que você tem em mãos — a calculadora converte sozinha. Só não misture: se o rendimento anunciado é "12% ao ano", escolha "ao ano"; se o gerente falou "1% ao mês", escolha "ao mês". Informar 12% como taxa mensal produz um resultado absurdamente maior que o real.

Como converter uma taxa anual em mensal?

Não é dividir por 12 — isso subestima o efeito da capitalização. A fórmula correta é: taxa mensal = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Uma taxa de 12% ao ano equivale a 0,9489% ao mês, e não a 1%.

A calculadora considera imposto de renda?

Ela mostra o rendimento bruto. Em renda fixa tributada (CDB, Tesouro Direto, LCs), o IR incide só sobre os juros, pela tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima disso. LCI, LCA, poupança e debêntures incentivadas são isentas para pessoa física.

Quanto rende R$ 1.000 por mês em 10 anos?

A uma taxa de 0,8% ao mês (perto de 10% ao ano), aportar R$ 1.000 mensais por 10 anos resulta em cerca de R$ 200 mil, dos quais R$ 120 mil vieram do seu bolso e cerca de R$ 80 mil dos juros. Simule acima com a sua taxa real para ver o número exato.

Vale mais começar cedo ou aportar mais?

Nos primeiros anos, o aporte domina — o montante ainda é pequeno e os juros pouco importam. A partir de mais ou menos 15 anos o jogo vira e o rendimento sobre o acumulado passa a superar o que você deposita. Por isso o tempo é a variável mais valiosa da equação: é a única que não dá para recuperar depois.